Coordenadas de Localização:
41º00`12`` N
7º55`12`` W
ADRO. Espaço sagrado delimitativo do templo, o adro reúne em si vários níveis de jurisdição, o comunal e o público, como refere O’Neill. Acrescenta o antropólogo que, “estes domínios [o da igreja e o do adro] não se equivalem totalmente: há momentos em que a aldeia (ou, mais precisamente a maioria das suas famílias) actua como um todo em torno de uma actividade religiosa e/ou festiva, e outros em que funciona como um “corpo laico” (…)[1]. O adro foi sempre um espaço de reunião, onde ao som de campa tangida se reuniam os homens bons do concelho ou afluía a aldeia, preparando o combate ao incêndio, ou ao «outro». Espaço de sociabilidade e de reunião, o adro concentra em si a simbologia de coesão que a freguesia, — os filli eclesiae (“filhos da igreja”) — simula no final de cada missa, quando se reúne no adro, ou quando o sino toca a rebate e ele todos acodem.[1] O’Neill, 198…, p. 150.